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sábado, 6 de agosto de 2022

Não chore à beira do meu túmulo…



“Não chore à beira do meu túmulo,

eu não estou lá… eu não dormi.

Estou em mil ventos que sopram,

E na neve macia que cai.

Nos chuviscos suaves,

Nos campos de colheita de grãos.

Eu estou no silêncio da manhã.

Na algazarra graciosa,

De pássaros a esvoaçar em círculos.

No brilho das estrelas à noite,

Nas flores que desabrocham.

Em uma sala silenciosa.

No cantar dos pássaros,

Em cada coisa que lhe encantar.

Não chore à beira do meu túmulo desolado,

Eu não estou lá – eu não parti.”


Poema de Mary Elizabeth Frye

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Minha pequena parte do todo…



"Um balão cheio de ar, flutua num espaço infinito de ar... 
E o balão diz para si mesmo: 
- "Eu” sou um indivíduo. 
Eu vivo em um mundo cheio de indivíduos. 
Um mundo de “eu” e “meus”: meus pensamentos, minhas lembranças, minhas crenças, minhas realizações, meus sucessos, meus fracassos, meu passado, meu futuro, meus relacionamentos. 
Eu possuo um pequeno pedaço do todo, um pedacinho da vida. Esta é a minha pequena parte do todo.”

O que o balão mais teme é estourar – em outras palavras, a sua própria morte – porque vê isso como a perda definitiva do “eu e meu”. 
Em outras palavras, a morte é a perda da “minha pequena parte do todo”. 
O fim da ‘minha vida’.

O que o balão não pode ver é que a morte é a libertação. 
Após a morte, “minha pequena parte do todo” simplesmente explode de volta para o todo. 
“Minha vida” se dissolve de volta à vida em si. E o que se vê é que “a minha vida” foi sempre uma ilusão, porque nunca houve alguém lá separado do todo. Houve apenas o todo, sempre. 

O balão nunca “tinha” qualquer coisa para começar, e assim nunca poderia “perder” qualquer coisa. 
Em outras palavras, não há “indivíduo” separado da própria vida,  apenas parece existir."

Texto de Jeff Foster
Imagem Pinterest