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sábado, 27 de agosto de 2022

Por que existem tão poucas pessoas iluminadas?



"Uma vez perguntaram ao mestre Buda porque tao poucas pessoas iluminadas existiam. Sera que é tao dificil assim perceber a própria iluminação?

Buda respondeu: "Faça uma experiencia. Va ao vilarejo mais proximo e durante todo o dia pergunte a diversas pessoas o que elas mais querem na vida". Eis que o discipulo foi e voltou no fim do dia para falar com o mestre.

Conversei com muitas pessoas. Muitas respostas. Algumas querem um bom casamento, outras desejam muito dinheiro, outras almejam fama e poder, e ainda outras querem prestigio, reconhecimento."

Entao Buda respondeu: "Ja tens tua resposta. Muito poucas pessoas desejam a iluminação, que é simplesmente uma vida natural e simples. Tao natural que a paz que procuram ja esta no vento que sopra, no ar que respiram, na nuvem que passa, no sol que aquece, e na chuva que molha ."

Siddartha Gautama (Buda)

O poder da corrupção…



O poder não corrompe: são as pessoas corruptas que se tornam atraídas pelo poder. 

São as pessoas que gostariam de fazer coisas que não podem fazer enquanto não estão no poder. 

No momento em que estão no poder, toda a sua mente reprimida se impõe. 

Agora não há nada para atrapalhá-las, nada para impedi-las; agora elas têm o poder. 

O poder não as corrompe, ele apenas traz à tona a sua corrupção. A corrupção estava ali como uma semente; agora ela brotou. 

O poder só proporcionou a estação certa para ela brotar; o poder é a primavera para as flores venenosas da corrupção e da injustiça que existem em seu ser.

O poder não é a causa da corrupção, mas apenas a oportunidade para a sua expressão.

Osho
Imagem: Pinterest 

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Pense em uma árvore…



Pense em uma árvore. Você pode trazer uma árvore para dentro do quarto e, de certa maneira, ela será protegida; o vento não será forte para ela. Quando as tempestades estiverem acontecendo lá fora, ela estará fora de perigo. Mas não haverá desafio; tudo será protegido. Você poderá colocá-la em uma estufa, mas, aos poucos, a árvore começará a ficar amarela, deixará de ser verde. Alguma coisa bem lá no seu interior começará a morrer - porque o desafio dá forma à vida.

Aqueles fortes ventos que batem firme não são realmente inimigos. Eles ajudam você a integrar-se. Parece até que vão desenraizá-lo, mas, ao lutar com eles, você se enraíza. Você faz com que suas raízes se aprofundem ainda mais, para que a tempestade não possa destruí-lo. O sol é muito quente e parece que vai queimar, mas a árvore suga mais água para se proteger contra o sol. Ela fica cada vez mais verde. Ao lutar com as forças naturais, ela atinge uma certa alma. A alma surge somente através da batalha.

Se as coisas fossem muito fáceis, você começaria a se dispersar. Aos poucos, você se desintegraria, porque a integração não seria necessária. Você se tornaria como uma criança mimada. Assim, quando um desafio surgir, viva-o corajosamente.

Osho

sábado, 6 de agosto de 2022

Não chore à beira do meu túmulo…



“Não chore à beira do meu túmulo,

eu não estou lá… eu não dormi.

Estou em mil ventos que sopram,

E na neve macia que cai.

Nos chuviscos suaves,

Nos campos de colheita de grãos.

Eu estou no silêncio da manhã.

Na algazarra graciosa,

De pássaros a esvoaçar em círculos.

No brilho das estrelas à noite,

Nas flores que desabrocham.

Em uma sala silenciosa.

No cantar dos pássaros,

Em cada coisa que lhe encantar.

Não chore à beira do meu túmulo desolado,

Eu não estou lá – eu não parti.”


Poema de Mary Elizabeth Frye

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Minha pequena parte do todo…



"Um balão cheio de ar, flutua num espaço infinito de ar... 
E o balão diz para si mesmo: 
- "Eu” sou um indivíduo. 
Eu vivo em um mundo cheio de indivíduos. 
Um mundo de “eu” e “meus”: meus pensamentos, minhas lembranças, minhas crenças, minhas realizações, meus sucessos, meus fracassos, meu passado, meu futuro, meus relacionamentos. 
Eu possuo um pequeno pedaço do todo, um pedacinho da vida. Esta é a minha pequena parte do todo.”

O que o balão mais teme é estourar – em outras palavras, a sua própria morte – porque vê isso como a perda definitiva do “eu e meu”. 
Em outras palavras, a morte é a perda da “minha pequena parte do todo”. 
O fim da ‘minha vida’.

O que o balão não pode ver é que a morte é a libertação. 
Após a morte, “minha pequena parte do todo” simplesmente explode de volta para o todo. 
“Minha vida” se dissolve de volta à vida em si. E o que se vê é que “a minha vida” foi sempre uma ilusão, porque nunca houve alguém lá separado do todo. Houve apenas o todo, sempre. 

O balão nunca “tinha” qualquer coisa para começar, e assim nunca poderia “perder” qualquer coisa. 
Em outras palavras, não há “indivíduo” separado da própria vida,  apenas parece existir."

Texto de Jeff Foster
Imagem Pinterest