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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Vida, mãe e dinheiro são energias equivalentes.



Na mãe, durante os primeiros nove meses de nossa vida, conhecemos a abundância da natureza. Ao acolher conscientemente a nossa mãe, como adultos, retomamos o fluxo da abundância em nossa vida.

Assim como nós tratamos a nossa mãe, a vida e o dinheiro nos tratam. É assim que nós tratamos o dinheiro.

O dinheiro é uma energia de agradecimento, que permite a manutenção da vida e da criatividade.

Recebemos dinheiro para compensar um serviço, algo que fizemos para outros. O dinheiro que vem em troca de um trabalho ou serviço é aquele que tem mais força. É o que mais servirá à nossa vida. Vamos usá-lo para algo fundamental como viver, criar algo novo, melhorar ou transformar nossa vida.

Enquanto o dinheiro doado ou roubado escapa rapidamente, não conseguimos usá-lo. Estudos sociológicos mostram que dois anos depois de receber um prêmio da loteria, 70% dos vencedores estão mais pobres do que antes. Apenas trinta por cento sabe como fazer esse dinheiro dar frutos.

O dinheiro é uma energia em movimento, circula, vai de um para outro. Ninguém pode retê-lo sem perder sua força. Precisa ser útil para alguma coisa, da compra diária de pão até garantir nossa pensão. É bom sentir que vem de longe, passando de mão em mão, enriquecido pelo trabalho de cada um. Tem uma energia muito humana: é o fruto de todos os esforços e desejos de ser útil à comunidade e ao mesmo tempo é uma energia muito espiritual, pois é a energia da gratidão.

Faz parte do movimento de compensação e quanto mais troca houver entre a pessoa e os outros, mais o dinheiro se aproxima.

Lembremos que a vida, a mãe e o dinheiro são energias equivalentes. Por isso, muitos o tomam como um substituto da vida ou da mãe. Então eles não colocam o dinheiro a serviço de algum projeto, o acúmulo é o projeto. Mais cedo ou mais tarde esse dinheiro irá embora, ou na vida do acumulador ou de seus descendentes, causando ruínas ou falências inexplicáveis.

Para florescer, o dinheiro precisa ser honrado como necessário, como o primeiro, como o que permite a vida. Também precisa ser agradecido. É fruto do amor a tudo e de todos e da cooperação entre todos.

Texto de: Brigitte Champetier de Ribes
Imagem: Google 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Reflexão da manhã…



Senhor...

Eu acolho e agradeço o silêncio desta manhã que nasce trazendo a luz do sol em minha janela... E de coração bendigo o agora e o que virá... 

Acolho e gradeço os colos, o cuidado, os sermões e ensinamentos... Toda estrada, cada passo... E todo aquele instante que vem e deixa um pouco de paz... Me alimentando de fé, esperança, coragem e crença no bem.

Gratidão Senhor pelo afetos que tenho a oportunidade de conviver e pela alegria de ter a chance de abraçá-los com palavras e gestos...

Sou grata por estar aqui.
Por ver e compreender a vida como dádiva. Como um presente com a tua força e tua luz. 
Sagrado.

Texto de Rita Maidana 

sábado, 2 de outubro de 2021

Encerrando Ciclos



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 


Foi despedido do trabalho? 

Terminou uma relação? 

Deixou a casa dos pais? 

Partiu para viver em outro país? 

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 


Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 


Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.


As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. 


Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.


Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. 


Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


Gloria Hurtado