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Mostrando postagens com marcador Meditações Diárias de Osho. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

O suave...


O suave sempre supera o rígido. O suave é vivo; o rígido é morto. O suave é como uma flor; o rígido é como uma rocha. O rígido parece poderoso, mas é impotente; o suave parece frágil, mas é vivo.

Tudo o que é vivo sempre é frágil, e quanto mais elevada a qualidade da vida, mais frágil ela é. Assim, quanto mais fundo você for, mais suave se tornará, ou quanto mais suave você se tornar, mais fundo irá. O âmago mais profundo é absolutamente suave.

Este é todo o ensinamento de Lao Tzu, o ensinamento de Tao: seja suave, seja como a água e não como a rocha. A água cai sobre a rocha, e ninguém pode imaginar que finalmente a água irá vencer. É impossível acreditar que a água irá vencer. A rocha parece ser tão forte, tão agressiva, e a água parece tão passiva... Como a água irá vencer a rocha? Mas, no momento devido, a rocha simplesmente desaparece. Aos poucos, o suave penetra no rígido.

Assim, deixe que isso seja uma lembrança constante. Sempre que você começar a sentir que está se tornando rígido, imediatamente relaxe e torne-se suave, seja qual for a conseqüência. Mesmo se você for derrotado e momentaneamente perceber que haverá uma perda, deixe que haja a perda, mas torne-se suave – porque, a longo prazo, a suavidade sempre vence.

Osho
no livro: 365 Meditações Diárias pg 268

terça-feira, 17 de junho de 2014

O Novo...


"Lembre-se de que mudança é vida. Em cada momento, permaneça disponível ao novo." 

Quando as pessoas se apegam ao passado, as mudanças param, pois elas vêm com o novo. Com o velho, não existe mudança, mas as pessoas se apegam ao velho porque ele parece seguro, confortável, familiar. Você viveu com ele, então o conhece, tornou-se habilidoso nele, tem conhecimento a respeito dele. Com o novo, mais uma vez você será ignorante; com o novo, você cometerá enganos; com o novo, quem sabe para aonde ele irá? Daí surgir o medo,e, a partir desse medo, você se apega ao velho. E no momento em que você começa a se apegar ao velho, você interrompe o fluir. 
Permaneça disponível ao novo. Morra sempre para o passado. Ele está terminado! Ontem foi ontem e nunca poderá voltar. Se você se apegar a ele, estará morto com ele; ele se tornará seu túmulo. Abra o coração para o que está vindo. Dê as boas vindas ao nascer do sol e sempre diga adeus ao pôr do sol. Sinta-se grato, ele deu muito, mas, a partir da gratidão, não comece a se apegar a ele.
Se você puder se lembrar disso, sua vida seguirá desenvolvendo-se, amadurecendo. Cada novo passo, cada nova aventura, traz nova riqueza. E quando a vida toda é movimento, na hora da morte você estará enriquecido e terá conhecido algo tão grandioso do supremo, que a morte não poderá tirar coisa alguma. A morte chega apenas para as pessoas pobres, para aqueles que não viveram.

Osho
no livro: 365 Meditações Diárias pg 219



quinta-feira, 15 de maio de 2014

O fio...


" O trabalho do meditador: encontrar o fio.
O mundo está em constante fluxo, ele é como um rio. Ele flui, mas por trás de todo esse fluir, mudança e fluxo, deve haver um fio comum que mantém tudo unido. A mudança não é possível sem algo que permaneça absolutamente sem mudar. A mudança pode existir somente junto com um elemento imutável, ou as coisas se desintegrariam.

A vida é como uma grinalda: não se percebe o fio que corre através das flores, mas ele existe e as une. Se o fio não estivesse presente, as flores cairiam cada uma para um lado; haveria um amontoado de flores, e não uma grinalda. E a existência não é um amontoado, é um padrão muito bem enredado. Mudanças estão ocorrendo, mas algum elemento imutável mantém uma lei cósmica por atrás de tudo. Essa lei cósmica é chamada de sadashiva, o Deus eterno, o Deus atemporal, o Deus imutável. E este é o trabalho do meditador: encontrar o fio.

Existem somente dois tipos de pessoas. Um deles é o que fica muito encantado com as flores e se esquece do fio. Ele vive uma vida que não pode ter qualquer valor durável ou significativo, porque tudo o que ele faz se desvanecerá. Hoje ele o fará, amanhã se dissolverá. Será como fazer castelos de areia ou lançar barcos de papel. O segundo tipo de pessoas procura o fio e devota toda a sua vida àquilo que sempre subsiste; esse nunca será um perdedor... É uma grande aventura além do tempo, além do espaço; e esse além existe dentro de você. 

Osho
no livro: 365 Meditações Diárias pg 115
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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sobre o Sofrimento



Ninguém quer sofrer, mas carregamos as sementes do sofrimento em nós. Todo o propósito de trabalharmos em nós mesmos é queimar essas sementes. O próprio queimar pode causar um pouco de sofrimento, mas isso não é nada quando comparado com toda uma vida de infelicidade. 

Uma vez destruída as sementes do sofrimento, toda a sua vida se tornará uma vida de deleite.Assim, se você estiver apenas evitando o sofrimento e evitando encarar o sofrimento que está dentro de você, estará criando uma situação na qual ficará cheio de sofrimento por toda a vida.

Quando as feridas que você está carregando vêm à tona, elas começam a se curar. Esse é um processo de cura. Mas, quando você tem uma ferida, sei que não deseja que alguém a toque. Você não deseja realmente saber que a tem; assim, deseja ocultá-la, mas, ao ocultá-la, ela não irá sarar.Ela precisa ser exposta aos raios do sol, aos ventos. 

No começo pode ser doloroso, mas, quando ela for curada, você compreenderá. E não há outra maneira de curá-la. Ela precisa ser trazida à consciência, e esse próprio trazer à consciência é o processo de cura.

Osho
no livro: 365 Meditações Diárias pg 132





terça-feira, 6 de maio de 2014

Sobre a Ignorância...


Ao ignorar o interior você permanece ignorante. Não ignorar o interior é o começo da sabedoria. Gosto desta palavra ignorância. Ela significa que algo foi ignorado, algo foi desviado, você não prestou atenção a ele.

Algo está presente, sempre esteve presente, mas você tem sido negligente com ele. Talvez por estar sempre presente, ele possa ser facilmente ignorado. Sempre ignoramos aquilo que está sempre presente, e sempre prestamos atenção ao novo, porque o novo traz mudanças. O cachorro pode continuar sentado se nada se mover à sua volta- ele pode descansar, pode sonhar. Basta que algo se mova que ele fica imediatamente em alerta. Esse é exatamente o estado da mente; ela presta atenção quando algo muda, depois adormece novamente. 
E nosso tesouro interior sempre esteve conosco. É muito fácil ignorá-lo, aprendemos a ignorá-lo. Esse é o significado da palavra ignorância. Deixe que sua busca seja o começo do não mais ignorar o interior, e o despertar virá por sim mesmo. E quando o amor estiver desperto, a vida terá um sabor totalmente diferente: o sabor do néctar, da imortalidade, da vida eterna.

Osho
no livro: 365 Meditações Diárias pg 272