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sexta-feira, 4 de maio de 2018

E se fosse do nosso jeito?




Criei o costume de toda semana comprar sequilho com goiabada na padaria perto daqui de casa. Comê-lo bebendo um café sem açúcar tornou-se, sem exagero, um dos momentos mais deliciosos da semana (tirando o dia da coxinha com café). Mas a goiabada me incomodava. Não necessariamente ela, mas sua pouca quantidade. Era um pingo no meio do sequilho. 

Reclamei na padaria, chamei o padeiro de casquinha e tudo mais. 

Outro dia, voltando do estágio, passei pela padaria e, pra minha sorte, disseram que havia um sequilho especial pra mim. Lá estava, o meu sonho num sequilho de um real. Quase que completamente coberto de goiabada. 

Chegando em casa, preparado o café e toda a ritualística necessária para consumir o apetecível sequilho, ocorreu que não comi nem a metade. Enjoei na segunda mordida. Doce demais, chegava a dar náuseas. 

Dia seguinte, cheguei na padaria e lá estava: outro sequilho coberto de goiabada. Me ofereceram e, por vergonha de dizer que odiei o do dia anterior, comprei. Em casa, raspei a goiabada e comi. 

O problema, o inferno, não era a goiabada nem o padeiro, era eu. Fui eu quem, amando o que amava, queria do meu jeito, sem entender que eu gostava era do jeito que era, porque se do meu jeito fosse, eu rejeitaria, enjoaria e até tentaria fazê-lo voltar a ser como era. 

Assim fazemos com as pessoas também. No início as amamos como são, depois que estão conosco começamos a criticar, tentamos mudá-las, tentamos "colocar do nosso jeito", sem saber que nosso jeito são nossas projeções, pessoas que não existem, e que se existissem, enjoaríamos delas. 

Transformamos para descartar, porque quando aquela pessoa muda, muito provavelmente quem gostávamos não está mais lá. 

Essa semana voltei a padaria, pedi o sequilho sem goiabada e mandei avisar ao padeiro que o próximo texto quem escreve é ele, provavelmente virá algo de bom, ainda que não seja doce.

Abençoados sejam meus amigos cada qual a sua maneira e o seu jeito de ser. 

Texto de Jonathan Araújo
Imagem: Google 



terça-feira, 9 de maio de 2017

Seja vegano...mas...



Na tenda de um sábio, um dos discípulos levantou a mão e fez uma pergunta: Mestre? A mudança de hábitos alimentares como o veganismo é muito importante para o processo de despertar?

E o mestre respondeu...
Mudar hábitos alimentares realmente faz parte do processo. É um passo! Um passo bem importante! Mas um passo que pode ser facilmente anulado se não vier acompanhado de tantas outras coisas no processo de despertar e de expansão da consciência. 
De que adianta eu ser vegano, se não tiver um pingo de amorosidade e respeito pelas pessoas? Se em meio a uma troca de ideias, eu não souber me colocar de forma respeitosa e assertiva? De que adianta eu ser vegano, se eu me acho "superior" por isso e me considero um ser desperto e o outro um ser inferior que não despertou ainda? De que adianta eu ser vegano se não sou humilde?
Hitler era vegano e foi o maior tirano que esse planeta já viu. Acredito que o veganismo faz parte do processo, mas ele não é o processo...tem tantas outras coisas que precisam vir juntas para que a vibração realmente se eleve e que possamos  ter e ser essa "leveza"que buscamos... e com tudo "despertar".
Então, seja vegano...mas não julgue quem não é.
Seja vegano, mas não se considere superior por isso.
Seja vegano por consciencia do benefício que você está trazendo ao planeta.
Seja vegano por amor ao próximo.
Seja vegano por amor a todas as criaturas.
Seja vegano por simplesmente você se sentir bem sendo vegano.
Mas tenha consciência que veganismo e espiritualidade podem até andar juntos...
Mas você não é um Ser mais espiritual por isso.

O discípulo apenas se curvou e colocou as duas mãos no coração, como que abençoando as palavras do mestre.



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O moço bonito...


O moço bonito brincou de cair no rio uma vez, mas era faz de conta, era fábula, o público tava todo esperando ele voltar pra aplaudir de pé, e o autor, com gosto, escreveu que o moço voltava. Só que o moço não resistiu ao encantamento do rio e mergulhou de novo. E o rio, apaixonado, tomou a caneta da mão do autor e abraçou o moço pra ter o espetáculo só pra si.

Ê, Chico, contigo não se brinca mesmo, tu anda maltratado, mas que ninguém duvide da tua força, né, meu véi.

Eu? Ah, eu despedaçada. Eu de boca aberta e olhos arregalados. Porque a ficção das ficções não chega aos pés desse mundo que a gente leva a sério. Então, o protagonista também morre? Morre. Na verdade, aqui acontece toda sorte de coisas impossíveis porque acabar, acabar não acaba nunca e a gente vai sendo o personagem dentro do personagem dentro do personagem. Mas, do lado de cá do véu, a gente só enxerga o lado de cá do véu, o lado de cá das cortinas.

E o grande ator se despede deixando o público suspenso numa metalinguagem de dar vertigem. Diacho de vida doida, diacho de vida linda, ficamos aqui, mergulhados todos, numa realidade limitada e mágica. Como no teatro.

Texto de Ingra Rosa
Imagem: Por do sol no rio São Franscisco


quinta-feira, 21 de abril de 2016

O sonho dos ratos..,



Um texto reflexivo...

Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade. Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade…Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato… O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho…Os ratos odiavam o gato. Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro… Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos. Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. “Quando se estabelecer a ditadura dos ratos”, diziam os camundongos, “então todos serão felizes”… – O queijo é grande o bastante para todos, dizia um. – Socializaremos o queijo, dizia outro. Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções. Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: “o queijo, já!”… Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era. O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu. Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem. Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram. Arreganharam os dentes. Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si. Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos: “Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”. Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando. Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido. O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra. Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos. 


Rubem Alves🍃

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O Tio do Jardim...


Amo livros...

Algumas pessoas adoram o cheiro de um livro novo ( e cá pra nós...não vou dizer que é ruim...)
Mas um livro usado tem lá sua poesia.
Fico imaginando.. quem será que folheou essas páginas e leu essas palavras? O que será que sentiu? Em que momento da vida estava?
Um livro usado carrega consigo uma história não contada, que está impregnada nas suas páginas... na capa, na contracapa, nos rabiscos, nas assinaturas, no amarelado do tempo...
E hoje ao receber um livro de um Sebo on-line onde faço minhas compras regulamente...fiquei extremamente emocionada com o que li em uma singela dedicatória...
Era uma letra um pouco trêmula, típica de alguém com mais idade.
Uma dedicatória tão sincera, que a energia das palavras ditas naquela data...dia 28 de março de 1983...ainda vibravam na contracapa daquele pequeno livro.
Essa gentil dedicatória era para um jovem que estava de aniversário na época e foi escrita por um Senhor que assinou humildemente como "Tio do Jardim".

Clique na imagem para ampliar

Quanto carinho e delicadeza em algumas palavras...
Era um desejo sincero que esse rapaz fosse muito feliz , que realizasse seus sonhos...e expressasse toda sua capacidade ao mundo!
Não sei quem era o Tio do Jardim...nem quem era esse jovem rapaz... 
Mas espero que ele tenha lido este livro com todo o carinho e que este tenha feito a diferença em sua vida...
E que o Senhor, tenha cumprido sua missão...e semeado...
Bom, pelo menos é isso que os "Tios dos Jardins" fazem por aí...

Beijos poéticos...

Sheila Costa
do Blog Passarinhos no Telhado

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Árvores, ensinamentos e julgamentos


Um homem tinha quatro filhos.
Ele queria que seus filhos aprendessem a não ter pressa quando fizessem seus julgamentos.
Por isso, convidou cada um deles para fazer uma viagem e observar uma pereira plantada num local distante.
O primeiro filho chegou lá no INVERNO, o segundo na PRIMAVERA, o terceiro no VERÃO e o quarto, o caçula, no OUTONO.
Quando eles retornaram, o pai os reuniu e pediu que contassem o que tinham visto.

O primeiro que chegou lá no INVERNO.

Disse que a árvore era feia e acrescentou: 
“- Além de feia, ela é seca e retorcida!”

O segundo que chegou lá na PRIMAVERA.
Disse que aquilo não era verdade.
Contou que encontrou uma árvore cheia de botões, e carregada de promessas.

O terceiro que chegou no VERÃO.
Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.

O último filho que chegou no OUTONO.
Disse que a árvore estava carregada e arqueada cheia de frutas, vida e promessas...

O pai então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, 
porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore...
Ele disse que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, 
por apenas uma estação.

A essência do que se é, (como o prazer, a alegria e o amor que vem da vida) só pode ser constatada no final de tudo, exatamente como no momento em que todas as estações do ano se completam!

Se alguém desistir no INVERNO, perderá as promessas da PRIMAVERA, a beleza do VERÃO, a expectativa do OUTONO.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.
Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.

Bom dia!

imagem:google


quarta-feira, 16 de julho de 2014

A raiva está dentro...



Um dos maiores mestres zen, Lin Chi, costumava dizer: "Quando eu era jovem, adorava andar de barco. Eu tinha um barquinho e remava sozinho num lago. Eu ficava ali durante horas.

"Uma vez, eu estava no meu barco, de olhos fechados, meditando, numa noite esplêndida. Então um outro barco veio flutuando, trazido pela corrente, e bateu no meu. Meus olhos estavam fechados, então eu pensei. 'Alguém bateu no meu barco'. Enchi-me de raiva.

"Abri os olhos e estava a ponto de vociferar algo para o homem, quando percebi que o barco estava vazio! Então não havia onde descarregar a minha raiva. Em quem eu iria extravasá-la? O barco estava vazio, à deriva no lago e tinha colidido com o meu. Então não havia nada a fazer. Não havia possibilidade de projetar a raiva num barco vazio."

Então Lin Chi continuou: "Eu fechei os olhos. A raiva estava ali. Mas não sabia como extravasar. Eu fechei os olhos simplesmente e flutuei de volta com a raiva. E esse barco vazio tornou-se a minha descoberta. Eu atingi um ponto dentro de mim naquela noite silenciosa. Esse barco vazio foi meu mestre. E, se agora alguém vem me insultar, eu rio e digo: 'Esse barco também está vazio'. Fecho os olhos e mergulho dentro de mim". 

Desconheço autoria
imagemdaqui

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Você também está certo...


Dois homens estavam em uma disputa por algum motivo e foram contar o que estava acontecendo para um homem muito sábio, na esperança de que ele dissesse que tinha a razão.

O primeiro homem contou sua versão do que havia ocorrido e, depois de ouvir atentamente, o homem sábio respondeu: "você está certo".

O segundo homem, indignado, contou então sua versão da história e, depois de ouvir com igual atenção, o homem sábio lhe disse: "você está certo".

Os dois homens ficaram sem nada entender e, um terceiro homem, que ouvia a tudo o que era discutido, não aguentou e se manifestou: "mas como assim? O primeiro homem contou a sua versão da história e o senhor disse que ele estava certo, o segundo lhe contou a sua versão e o senhor também disse que ele estava certo... Isso não faz o menor sentido!".

Ao que homem sábio respondeu: "Você também está certo".

Moral da história?
NINGUÉM nunca está errado em sua forma de enxergar o mundo

Flavia Melissa


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Me ensina a esquecer...





Aprender a esquecer talvez seja o mais importante da vida, porque a vida é feita de perdas...






Meu filho já deveria ter largado o bico. Seis anos de idade, francamente...
Ele sabe disso, tanto que, neste ano, decidiu que entregaria o bico para o Papai Noel. Desde novembro vem falando:
– No Natal, vou dar o bico para o Papai Noel. Eu vou.

Bem. Contratei um Papai Noel. Um ótimo Papai Noel. Eu mesmo quase acreditei que fosse o próprio, vindo direto do Polo Norte com seu trenó voador. Quando ele chegou à porta, batendo sino, meu guri saiu correndo pela casa:
– O bico! Tenho que achar o bico!
De fato, mal o Papai Noel entrou, ele lhe estendeu o bico:
– Ó.
Depois, encheu o Papai Noel de perguntas. Sobre o clima da Lapônia, sobre a velocidade das renas, sobre o salário dos duendes que trabalham na fábrica de brinquedos. A festa prosseguiu, depois que o Papai Noel se foi, e o meu guri se distraiu com os brinquedos novos, sobretudo com um mínion, ele adora os mínions. Então, chegou a hora de dormir. A hora do bico. Nesse momento, acometeu-o uma violenta síndrome de abstinência.
– O bico! – implorava, aos prantos. – Quero o bico! Liga pro Papai Noel! Liga pro celular dele!
Tentei consolá-lo sugerindo que pensasse nos brinquedos que havia recebido. 
Que tentasse esquecer do bico.
– Mas eu não consigo esquecer! – Ele gritava.
– Não consigo esquecer! – E, olhando para mim com os olhos rasos 
d’água, pediu:
– Pai, me ensina a esquecer! Me ensina a esquecer.
Suspirei.
Disse que ia tentar. Que aprender a esquecer talvez seja o mais importante da vida, porque a vida é feita de perdas. Que, às vezes, é fundamental deixar de lutar, aceitar a derrota e seguir em frente, porque lá adiante tudo será novo e diferente e, decerto, melhor.
– Em certas ocasiões, a gente tem que desistir, meu filho. Simplesmente desistir. Porque, depois que a gente desiste, começa a esquecer, e vai esquecendo, vai esquecendo, até que um dia aquilo não faz mais falta e a gente olha e nem quer mais.
Ele esfregou os olhos. Aprumou-se na cama:
– Eu vou desistir do bico, pai.
– Isso. Isso...
– Porque é bom esquecer.
Eis a verdade. É bom esquecer.

David Coimbra
Na sua coluna no jornal ZH dia 27/12/2013
imagem google

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A Pedra da Felicidade...

Nos tempos das fadas e bruxas, um rapaz achou, em seu caminho para casa, uma pedra que emitia um brilho diferente de todas as que ele conhecia. Impressionado, decidiu levá-la para casa. Era uma pedra do tamanho de um limão e pertencia a uma fada que a perdera por aqueles caminhos, em seu passeio matinal. Era a Pedra da Felicidade. Possuía o poder de transformar desejos em realidade. A fada, ao se dar conta de que havia perdido a pedra, consultou sua fonte de adivinhação e viu o que havia ocorrido. Avaliou o poder mágico da pedra e, como a pessoa que havia encontrado a pedra era de uma família pobre e sofredora, concluiu que a pedra poderia ficar em seu poder. A fada decidiu ajudá-lo. Apareceu ao jovem em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes para atender a três pedidos: um bem material, uma alegria e uma caridade. Mas, que esses benefícios somente poderiam ser utilizados em favor de outras pessoas. Para atingir o intento, cabia-lhe pensar no pedido e apertar a pedra entre as mãos. O moço acordou desapontado. Não gostou de saber que os poderes da pedra somente poderiam ser convertidos em proveito dos outros. Queria que fossem para ele. Tentou pedir alguma coisa para si,apertando a pedra entre as mãos, mas sem êxito. Assim, resolveu guardá-la, sem muito interesse em seu uso.

Os anos se passaram e esse moço tornou-se bem velhinho. Certo dia, rememorando seu passado, concluiu que havia levado uma vida infeliz, com muitas dificuldades, privações e dissabores. Tivera poucos amigos, porém reconhecia ter sido muito egoísta. Jamais quisera o bem para os outros. Antes, desejava que todos sofressem tanto quanto ele. Reviu a pedra que guardara consigo durante quase toda a sua existência; lembrou-se do sonho e dos prováveis poderes da pedra. Decidiu usá-los, mesmo sendo em proveito dos outros. Assim, realizou o desejo de uma jovem, disponibilizando-lhe um bem material. Proporcionou uma grande alegria a uma mãe, revelando-lhe o paradeiro da filha há anos desaparecida, e por último, diante de um doente, condoeu-se de suas feridas, ofertando-lhe a cura. Ao realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado: a pedra se transformou em uma nuvem de fumaça e, em meio a essa nuvem, a fada - vista no sonho que tivera ao achar a pedra - apareceu-lhe dizendo:

- Usaste a Pedra da Felicidade. O que me pedires para ti, eu o farei. Antes devias fazer o bem aos outros para mereceres o atendimento de teu desejo. Por quê demoraste tanto tempo para usá-la?

O homem ficou muito triste ao entender o que se passara. Tivera em suas mãos, desde sua juventude, a oportunidade de construir uma vida plena de felicidade, mas fechado em seu desamor, jamais pensara em fazer o bem ou levar a felicidade a alguém. Ignorava que, fazendo alguém feliz, colheria o bem e a felicidade para si mesmo. Lamentando o seu passado, de dor e seu erro em desprezar os outros, pediu comovido e arrependido, à fada:

- Dá-me tão somente a felicidade de esquecer meu passado egoísta...

Autor Desconhecido

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A maleta...


Um homem morreu.
Ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele.

E Deus disse:
- Bem, filho, hora de irmos.

O homem assombrado perguntou:
- Já? Tão rápido? Eu tinha muitos planos...
- Sinto muito, mas é o momento de sua partida.
- O que tem na maleta? Perguntou o homem.

E Deus respondeu:
- Os seus pertences!!!
- Meus pertences? Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro?

Deus respondeu:
- Esses nunca foram seus, eram da terra.
- Então são as minhas recordações?
- Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.
- Meus talentos?
- Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.
- Então são meus amigos, meus familiares?
- Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho.
- Minha mulher e meus filhos?
- Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.
- É o meu corpo.
- Nunca foi seu, ele era do pó.
- Então é a minha alma.
- Não! Essa é minha.

Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia... Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse:
- Nunca tive nada?

E Deus respondeu...
- É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus. A vida é só um momento... Um momento só seu! Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade. Que nada do que você acredita que lhe pertence o detenha... Viva o agora... Isso sim é todo seu!

Autoria Desconhecida

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cuida do mais importante e cumprirás a missão...

Era uma vez um jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a outro rei de uma terra distante.
Recebeu também o melhor cavalo do reino para carregá-lo na jornada.
Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Disse o soberano, ao se despedir.
Assim, o jovem preparou o seu alforje. Escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada na cintura, por baixo das vestes.
Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Dessa forma, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe tirava a sela nem a carga, tampouco se preocupava em lhe dar de beber ou comer.
Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal. Disse alguém.
Não me importo. Respondeu ele. Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportou mais os maus tratos e caiu morto na estrada.
O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Mas, como naquela região havia poucas fazendas e eram muito distantes uma das outras, em poucas horas o moço se deu conta da falta que lhe fazia o animal.
Estava exausto e sedento. Já tinha deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: Cuida do mais importante! Seu passo se tornou curto e lento e as paradas, frequentes e longas.
Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada onde ficou desacordado por longo tempo. No entanto, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele.
Quando o jovem recobrou os sentidos, estava de volta em sua cidade. Imediatamente, foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e sem remorso jogou toda a culpa do insucesso no cavalo fraco e doente que recebera.
Porém, Majestade, conforme me recomendaste cuidar do mais importante, aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante dos seus argumentos.
Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:

Ao meu irmão, Rei da terra do Norte! 
O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem é fiel e sabe reconhecer quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem...


Redação do Momento Espírita



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

As duas sementes...



Na primavera, uma jovem senhora semeou o seu jardim.
Duas sementes acabaram sendo enterradas uma ao lado da outra.
A primeira semente disse para segunda :
- Pensa como será divertido, vamos crescer nossas raízes fundo no solo e quando elas estiverem fortes, nós vamos brotar da terra e nos tornar lindas flores para todo mundo ver e admirar!
A segunda semente ouviu mas estava preocupada.
-Isso parece legal, ela disse, mas a terra não está muito fria? Eu estou com medo de estender minhas raízes nela. E se alguma coisa der errado e eu não me tornar muito bonita ? Então a senhora pode não gostar de mim, eu estou com medo.
A primeira semente, no entanto, não estava intimidada.
Ela empurrou suas raízes para baixo na terra e começou a crescer.
Quando suas raízes estavam fortes o suficiente, ela emergiu do solo como uma linda flor.
A senhora inclinou-se cuidadosamente para ela e orgulhosamente mostrou a flor perfumada para todos os seus amigos.
Mas enquanto isso a outra semente permanecia dormente.
- "Vamos lá", a flor dizia todo o dia para a sua amiga, está quente e maravilhoso aqui em cima, no sol!
A segunda semente estava muito impressionada, mas permanecia amedrontada e com insegurança empurrou uma raiz no solo.
-"Ai", ela disse. Essa terra ainda está ainda muito fria e dura pra mim. Eu não gosto dela. Eu prefiro ficar aqui na minha própria concha onde estou segura e confortável. Há muito tempo par se tornar uma flor.
Nada que a primeira semente dissesse mudava a mente da segunda.
Então, um dia quando a senhora estava fora um pássaro faminto voou no jardim, ele ciscava o solo procurando algo para comer.
A segunda semente que estava logo abaixo da superfície estava com muito medo de ser comida.
Mas aquele era seu dia de sorte.
Um gato pulou do peitoril da janela e espantou o pássaro.
A semente suspirou de alívio!
E neste momento tomou uma importante decisão :
-É uma tolice desperdiçar meu curto tempo aqui na terra, ela disse. Eu vou seguir as minhas esperanças e sonhos de mudança em vez de meus medos. Então, sem outro pensamento, a segunda semente começou a espalhar as suas raízes e também cresceu e se tornou uma linda flor.

Desconheço o Autor
imagemdaqui


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Plantando pela vida...


Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. 
Todos os dias ele pegava o ônibus e viajava cinqüenta minutos até o trabalho.
À tardinha fazia a mesma coisa voltando para a casa.
No ponto seguinte ao que homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela.
Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.
Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. 
Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:
- Bom dia, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora esta jogando pela janela?
- Boa tarde, respondeu a velhinha. 
- Jogo sementes.
- Sementes? Sementes de que?
- De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. 
E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho... Imagine como seria bom. 
- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos... A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada?
- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar. 
- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água...
- Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer . 
Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho".
O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio "caduca".
O tempo passou...
Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, linda.
O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.
- A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado.
O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela.
"Quem diria, as flores brotaram mesmo", pensou. "Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? 
A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda".
Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança.
No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: 
- Olha, mãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis?

Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas.
No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso...

Desconheço o Autor

Plante! 
Faça a sua parte para deixar este mundo um pouco melhor!
Bom Dia! :)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dono da verdade...


Sete sábios, cada um de uma religião, discutiam qual deles conhecia, realmente, a verdade.
Um rei muito sábio que observava a discussão aproximou-se e perguntou:
-O que vocês estão discutindo?
-Estamos tentando descobrir qual de nós é dono da verdade.
Ao escutar isso, o rei, imediatamente, pediu a um de seus servos que levasse sete cegos e um elefante até o seu castelo. 
Quando os cegos e o elefante chegaram ao palácio, o rei mandou chamar os sete sábios e pediu-lhes que observassem o que aconteceria a seguir.
O sábio rei pediu aos cegos que tocassem o elefante e o descrevessem, um de cada vez.
O primeiro cego tocou a tromba do elefante e disse:
- É comprido, parece uma serpente.
O segundo tocou-o no dente e disse:
- É duro, parece uma pedra.
O terceiro segurou-lhe o rabo e disse:
- É cheio de cordinhas.
O quarto pegou na orelha e disse:
- Parece um couro bem grosso.
E assim, sucessivamente, cada cego descreveu o elefante de acordo com a parte dele que estava tocando.
Quando todos terminaram de descrever o animal, o rei perguntou aos sete sábios:
- Algum desses cegos mentiu?
- Não! - responderam os sábios em coro – Todos falaram a verdade.
Então, o rei perguntou:
- Mas algum deles disse realmente o que é um elefante?
- Não, nenhum cego disse o que é um elefante, mesmo porque cada um tocou apenas uma parte dele - disse um dos sábios.
- Vocês, sábios, que estão discutindo quem é dono da verdade, parecem cegos. Todos estão falando a verdade, mas, como os sete cegos, cada um se refere apenas a uma parte dela – disse o sábio rei, concluindo: 
- Ninguém é dono da verdade, porque ninguém a detém por inteiro. 

Do livro: Valores Humanos – a revolução necessária



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Não permitam que os outros vos explorem...


A estória é acerca de uma cobra que estava a praticar a amorosidade.
Havia essa cobra numa floresta a praticar a amorosidade, dizendo:

- Que todos os seres possam estar bem, que todos os seres possam ser felizes, que todos os seres possam estar livres do sofrimento.

Havia uma mulher de idade que não via bem.
Estava a apanhar lenha e, quando viu a cobra, pensou que era uma corda.
Usou a corda para atar a lenha que tinha reunido.
Como a cobra estava a praticar a amorosidade, permitiu que a mulher o fizesse.
A anciã levou o feixe de lenha para casa. Depois de algumas dificuldades a cobra escapou com muitas dores das feridas com que ficou no corpo.

A cobra, então, foi até seu mestre de meditação, e disse ao mestre:

- Veja o que aconteceu; adotei a prática da amorosidade, mas veja as feridas, veja a dor que experienciei em meu corpo !

Assim, o mestre muito calmamente, muito gentilmente disse à cobra:

- Você não tem praticado a amorosidade, você tem pratica a tola amorosidade.
Você simplesmente deveria sibilar para mostrar que é uma cobra!

Assim, é muito importante que na vida diária nós também aprendamos o que a cobra deveria ter aprendido.

Godwin Samararatne
imagem de Anastasia Volkova


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Agenda do Prazer...



"É idosa, mas o seu rosto é tão calmo! As dificuldades não a pouparam, mas parece ser superior a todas as preocupações e a todos os aborrecimentos que são o quinhão das mulheres."

Assim falava uma pessoa que se impacientava facilmente. Perguntou à velha senhora o segredo da sua felicidade.  Com um sorriso luminoso, esta última respondeu-lhe:

- Cara amiga, tenho a minha Agenda do Prazer. 
- O quê? 
- A minha agenda do prazer. Há já muito tempo que aprendi isto: nenhum dia é assim tão triste que não tenha algum raio de luz, e comecei a escrever todas as pequenas coisas boas que me aconteciam.
Desde que saí da escola, mantive fielmente todos os anos a minha agenda em dia. Contém muitos detalhes insignificantes: um vestido novo, uma conversa com uma amiga, uma atenção do meu marido, uma flor, um livro, um passeio de carro, um por do sol, a lua cheia, um bom almoço, tudo isto está na minha agenda e quando me sinto um pouco triste ou com o moral em baixa, releio algumas páginas para me rememorar que mulher feliz eu sou. Posso mostrar a você se isso lhe interessa.

A mulher descontente e entediada pegou na agenda que lhe estendia a amiga, e virou lentamente as páginas.
 Num dia, leu isto:

"Recebi uma carta amorosa de minha mãe, vi um lindo lírio...


 brinquei com uma criança na rua...


 tomei chuva...


Encontrei a joia que pensava ter perdido...


 Encontrei uma jovem alegre e bonita...


 O meu marido trouxe-me rosas hoje à noite.


Ouvi uma música que me encheu de alegria... " 


Fragmentos de leituras feitas durante o dia também figuravam na agenda, de tal maneira que esta última era uma mina de verdade e de beleza. 
- Descobriu um prazer todos os dias para anotar? perguntou a amiga ansiosa.
- Sim, todos os dias; queria que a minha teoria se tornasse uma realidade, foi-lhe respondido com uma voz grave. 
A outra continuou a virar as páginas e chegou a uma que continha estas palavras: 

"Morreu segurando a minha mão na dele e o meu nome nos seus lábios." 


Até a morte contém a sua parte de positivo. 
Até os nossos desassossegos são mensageiros e professores, mas para isso é necessário saber descodificar as suas mensagens. 
Será que você também tem uma Agenda do Prazer? 
Mesmo que não tenha fisicamente uma, todas as noites, antes de adormecer, pense em todos aqueles prazeres da vida e faça um álbum mental de felicidade. 

Desconheço o autor, infelizmente.
imagens google

Não tenho uma agenda física...mas tenho mentalmente e outra virtualmente, pois posto meus "pequenos prazeres" aqui no blog! Pequenas alegrias...que colho aqui e ali...
Que tal criar a sua!
Bom...fica a dica! :)

sábado, 7 de julho de 2012

O Rouxinol e a Rosa


Era uma vez, um Rouxinol que vivia em um jardim.

No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs.
Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim. Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela.
O Rouxinol, comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele.
Assim criou um grande afeto, pelo jovem que se importava em alimentá-lo, mesmo com migalhas.

O jovem um dia se apaixonou.

Ao se declarar a sua amada, ela disse que só aceitaria seu amor, se como prova, ele desse a ela, na manhã seguinte, uma Rosa vermelha. O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade, sua busca foi em vão, não encontrou nenhuma Rosa para ofertar a sua amada. Triste, desolado, o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia. O jardineiro explicou a ele, que poderia presenteá-la com Petúnias, Violetas, Cravos, menos Rosas. Elas estavam fora de época, era impossível consegui-las, naquela estação.

O Rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado pela desolação do jovem, teria que fazer algo para ajudar seu amigo, a conseguir a flor.

Assim, a ave procurou o Deus dos pássaros que assim falou:

- Na verdade, você pode conseguir uma Rosa Vermelha para teu amigo, mas o sacrifício é grande, e pode custar-lhe a vida!
- Não importa respondeu a ave. O que devo fazer?
- Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar, o esforço é muito grande, seu peito pode não agüentar.
- Assim farei, respondeu a ave, é para a felicidade de um amigo!

Quando escureceu, o Rouxinol, se emaranhou em meio a uma roseira, que ficava frente a janela do jovem. Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre, precisava caprichar na formação da flor. Um grande espinho, começou a entrar no peito do Rouxinol, quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito. O rouxinol não parou, continuou seu canto, pela felicidade de um amigo, um canto que simbolizava gratidão, amizade. Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida!

Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue, que foi se acumulando sobre o galho da roseira, mas ela não se deteve nem se entristeceu. Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda Rosa vermelha, formada pelo sangue da ave, nem questionou o milagre, apenas colheu a Rosa. Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:

- Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos, pelo menos agora dormirei melhor, sem ter que escutar seu canto chato.

Moral da história:

"Cada um dá aquilo que tem no coração, assim como cada um recebe com o coração que tem... "


quinta-feira, 1 de março de 2012

Os conectados...

 
Esses dias recebi a visita de dois grandes amigos que não via há muito tempo. Queria colocar o papo em dia e matar a saudade, mas não foi possível. Infelizmente, recebi na minha casa apenas os seus “corpos” pois as suas almas não vieram com eles. Calma...não aconteceu nenhuma tragédia! rsss O problema é que eles não vieram sozinhos: ele trouxe o seu iphone e ela o seu blackberry. Ambos ficaram o tempo inteiro conectados à internet e totalmente desconectados do que estava acontecendo a sua volta. Eu ficava ali, tentando chamar a atenção e rezando para que suas almas voltassem para seus corpos. Queria apenas os meus amigos de volta, aqueles amigos divertidos... do tempo em que os celulares apenas faziam e recebiam ligações.

 Mas as coisas mudaram e o que foi não volta mais...

Estamos vivendo o tempo em que as pessoas estão se conectado virtualmente e se afastando fisicamente. Já cansei de ver em restaurantes casais juntos na mesma mesa, mas a quilômetros de distância um do outro, distraídos em seus smartphones . 

Eu gosto muito de internet, mas não quero isso pra minha vida. Quero saborear cada momento, sentir,observar, viver e amar...não quero me perder em um mundo paralelo e deixar o que é real escapar por entre os dedos. Quero estar atenta e viver o agora, viver o momento. 

Não falo isso querendo julgar quem optou por viver assim. É que muitas vezes não nos damos conta e acabamos enterrados até o pescoço nessa  tentadora "areia movediça". Eu também tenho smartphone e muitas vezes me pego passando do “limite”. Mas definitivamente eu não quero isso para mim.

As redes sociais também me faz refletir ...até que ponto é saudável? Hã?

Uso para manter contatos, trocar mensagens e informações. Mas percebo pessoas que passam do limite do razoável, daquilo que considero “normal”. 

Tenho um conhecido que fotografa tudo o que ele vai comer e mostra no facebook. Tenho uma amiga que parece um GPS ambulante, pois ela fica avisando onde está o tempo inteiro. Outra tira férias e fica mais preocupada em atualizar o facebook para mostrar que tem uma vida interessante do que curtir a viagem e relaxar. Fotos muito intimas, desabafos muito íntimos, etc...

Então eu me pergunto: até que ponto essa exposição é saudável? Será que tem um limite?

Sinceramente, eu acredito que tem sim. Tem coisas que não interessam aos outros, tem momentos que são só nossos e merecem respeito. Tem coisas que devo compartilhar sim, mas com um amigo íntimo e não com o padeiro da esquina que me adicionou. 

Tem uma frase que eu acho perfeita sobre o tempo que diz assim:

"Quando você dedica seu tempo a alguém ou a alguma coisa, você está dedicando uma porção de sua vida que jamais irá recuperar"

Façamos bom uso do nosso limitado tempo saboreando cada instante, aproveitando cada momento, dando atenção primeiro ao que está diante dos nossos olhos. Vamos usar as tecnologias sim, mas achar o caminho do meio, o equilíbrio, sem excessos de distração e exposição.

Tem coisas que a tecnologia nunca será capaz de recuperar... e uma delas é o tempo que se foi...o momento que passou por nós e não vimos...

Bom, essa é apenas minha opinião...

Beijos desconectados...


sexta-feira, 20 de maio de 2011

O valor de uma "Dona de Casa"...

Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão.
Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
'Será que a minha mulher passou mal?' ele pensou.
'Será que alguma coisa grave aconteceu?'
Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia.
A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordando água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: Que diabos aconteceu aqui em casa?
Por que toda essa bagunça?
Ela sorriu e disse:
- Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta:
- Afinal de contas, o que você fez o dia inteiro dentro de casa?'
- Bem,hoje eu não fiz nada...


hehehe...esssa foi boa!