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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

O que não for bom pra colmeia…


Marco Aurélio nos lembra que o egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas covardias do cotidiano, tudo isso “contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental, que consiste em estar no mundo e não ver o mundo. Ou só ver dele o que, em cada momento, for suscetível de servir aos nossos interesses.”
Da mesma forma que ao limpar uma janela, percebemos maior transparência que nos permite enxergar melhor a beleza do outro lado, acontece conosco: limpando dentro, poderemos enxergar a beleza que reside em cada pequena coisa fora.

De Lúcia Helena Galvão 

E esta é uma das maiores bênçãos na vida…



"E esta é uma das maiores bênçãos na vida: ter uma experiência que seja absolutamente sua, e não uma cópia. Só aquilo que é absolutamente novo, original, surgido das verdadeiras fontes do seu ser, pode lhe dar satisfações, preenchimento, contentamento e uma profunda compreensão de todos os mistérios da vida e da existência."

Osho

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

A inveja é inútil



Não tem sentido sentir inveja. 

Inveja é emoção jogada fora, atenção desperdiçada. 

É tempo inútil. Você sacrificará a sua vida inteira cobiçando o sucesso alheio e desmerecendo as suas competências. 

Pense comigo. O que traz felicidade para você não trará necessariamente para o próximo. 

Você pode encontrar prazer em tomar café forte, sem açúcar, devagar, aos goles pausados, sentado na mesa, segurando a xícara quente entre as mãos, olhando a paisagem. Já o outro beberica de pé, correndo, sem degustar. Para ele, é apenas um café para acordar, um shot de ânimo; para você, é um café para refletir, um instrumento de bem-estar. 

O que o comove talvez não comova o outro. O que lhe agrada não é certo que vai agradar ao outro. 

Felicidade é individual. Não tem como emprestar. As pessoas se arrepiam por motivos diferentes e de jeitos particulares. 

Talvez você tenha contentamento em arrumar a casa e deixá-la em ordem, com objetos alinhados, à vista. O outro encontra satisfação em acumular as roupas sobre a cama e não se importar com a simetria. Não há como dizer quem é mais feliz. Muito menos existe como ceder a sua felicidade de faxina para quem é despojado. 

O que o torna feliz pode tornar o outro triste, e vice-versa. Tem gente que coloca a cabeça para fora da janela do carro na estrada e berra de euforia. Tem gente que acha que isso é perigoso e infantil. 

Não há como sentir inveja. Ela é impossível e impraticável, porque a realidade de satisfação é personalizada. Nossos prazeres são customizados pelas experiências. Predomina o valor espiritual acima do material. 

Quem perdeu uma avó guardará o escapulário dela como um tesouro e não o trocará por nada no mundo. Já aquele que não atravessou o luto de um ente querido não entenderá o apego a um colar de corda com a imagem de um santo. 

A felicidade revela sempre saudade de uma fase da sua jornada ou eco de um encontro marcante. É desenvolvida pela evocação de uma cena confortável que se repete ou se expande no presente. Você vai revivendo o seu gosto de estar no mundo. É um acúmulo de flashbacks e insights. 

Querer ser como outro é um desejo postiço, pois você jamais conseguirá abdicar de sua peculiar sensibilidade. 

Apesar de uma vida emprestada com luxos e benesses, suas dores continuarão sendo suas dores, seus medos continuarão sendo seus medos, seus arrebatamentos continuarão sendo seus arrebatamentos. 

Se assumir uma biografia distinta da sua, por acreditar que ela é mais promissora, ainda a colocará sob os efeitos de sua história afetiva. Ou seja, vai aclimatá-la de acordo com o que é capaz de compreender. 

A fórmula de sucesso de uma personalidade não se replica. Cada um possui o que suporta e o que necessita. 

O que adianta uma multidão de fãs se o seu maior propósito é se isolar, saborear a paz e não ser incomodado? 

Felicidade é roupa feita sob medida, por alfaiataria. Não tem como passar adiante. 

Eu acredito, resumindo a existência, que felicidade é simplesmente ter vontade. Tudo o que você realiza com vontade resultará em alegria.

Trabalho com vontade, amor com vontade, amizade com vontade, família com vontade: eis a imunidade completa diante de qualquer inveja.

Fabrício Carpinejar no jornal Zero Hora

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Rendição significa aceitação…



Rendição significa aceitação interior daquilo que é. Você está aberto à vida. A resistência é uma contração interior, um endurecimento da casca do ego. Você está fechado. 

Qualquer ação que você tome em um estado de resistência interior (que também poderíamos chamar de negatividade) criará mais resistência exterior e o universo não estará do seu lado; a vida não irá cooperar. Se as janelas estiverem fechadas, a luz do sol não pode entrar. 

Quando você se rende internamente, quando se entrega, uma nova dimensão de consciência se abre. Se a ação for possível ou necessária, a sua ação estará alinhada com o Todo e apoiada pela inteligência criativa, a consciência incondicionada com a qual, em um estado de abertura interior, você se torna um. 

As circunstâncias e as pessoas tornam-se solidárias e cooperativas. Coincidências acontecem. Se nenhuma ação for possível, você descansa na paz e na quietude interior que vêm com a rendição. Você descansa em Deus.

Eckhart Tolle
Imagem: Pinterest 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Sobre envelhecer…



"Todos envelhecemos, mas não envelhecemos todos da mesma maneira. A uns, envelhecem os olhos; a outros, envelhece o olhar. A uns, envelhece a boca; a outros, envelhece o beijo. A uns, envelhece o pescoço; a outros, envelhece o colo. A uns, envelhece a memória; a outros, envelhece o sonho. A uns, envelhece o corpo; a outros, envelhece a alma. O tempo de fora é o tempo de vida; o tempo de dentro é a vida do tempo."

Elisabete Bárbara🍃
Imagem: Pinterest 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

A elegância do comportamento…



    Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
    É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de Dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
    É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
    Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
    É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
    Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
    Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante...
    Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

Texto atribuído a Martha Medeiros, que segundo pesquisas, acredito ser dela mesmo.