Se você quer se conhecer realmente, você tem de abandonar todo o seu conhecimento, deve desaprende-lo. Você deve voltar a ser ignorante, como uma criança pequena, de olhos surpresos, atenta.
O próprio Buda não era muito instruído; Jesus também não, nem Maomé. Eles eram pessoas inocentes, pessoas simples, mas de tal simplicidade, de tal inocência, de um caráter tão infantil que foram capazes de penetrar no mais íntimo cerne de si mesmos. Foram capazes de conhecer a própria verdade; foram capazes de chegar ao cerne da própria existência. Eles conheciam, mas não eram instruídos. Não conheciam pelas escrituras. Conheciam pela vigilância. Lembre-se da fonte: o verdadeiro conhecimento vem da meditação, da atenção, da consciência, do cuidado, da vigilância, da presença. E o falso conhecimento vem das escrituras. Você pode aprender o falso conhecimento com muita facilidade e você pode se vangloriar disso, mas vai continuar sendo um bobo – um bobo erudito, mas mesmo assim um bobo.
Se você realmente quer conhecer, deve abandonar todo o seu conhecimento; deve desaprende- lo. Você deve voltar a ser ignorante, como uma criança pequena, de olhos surpresos, atenta.
Você será capaz de conhecer não apenas o seu próprio ser, mas também o ser que existe no mundo... o ser que existe nas árvores, nos pássaros, nos bichos, nas pedras, nas estrelas. Se você for capaz de conhecer a si mesmo, será capaz de conhecer tudo o que é. A inocência é a sua natureza. Você não precisa vir a ser, você já é. Você nasceu inocente. Camadas e mais camadas de condicionamento impuseram-se, mais tarde, à sua inocência.
A sua inocência é como um espelho e o condicionamento é como camadas de poeira. O espelho não precisa ser adquirido, ele já está lá – ou melhor, aqui. O espelho não foi perdido, apenas está oculto sob as camadas de poeira. Você não precisa seguir um caminho para chegar à sua natureza, porque você não pode sair dela, não pode ir a nenhum outro lugar.
Mesmo que você queira é impossível.
É exatamente a definição de “natureza”: “natureza” significa aquilo que não se pode abandonar, aquilo que não se pode rejeitar. Mas você pode esquece-la. Você não pode perde-la, mas pode esquece-la.
E foi exatamente isso que aconteceu. O espelho não foi perdido, mas esquecido – esquecido porque não funciona mais como espelho. Não que ele esteja com algum defeito; está apenas coberto por camadas de poeira. Só é preciso limpa-lo, remover essas camadas de poeira.
O processo de tornar-se inocente não é um verdadeiro processo de transformação, é um processo de descoberta do ser.
É uma descoberta, não uma aquisição.
Você não conquista nada de novo; simplesmente conquista o que você sempre foi.
É uma linguagem esquecida.
Osho
Dia 12 de outubro dia da crianças!
Mas quero propor um reflexão...
Que hoje não seja um dia comercial, onde empanturramos nossas crianças de besteiras.
Mas um dia para valorizar e resgatar a inocência!
A valorizar a inocência natural das crianças e resgatar a nossa perdida...lá no fundo da alma!
Um grande beijo a todas as crianças pequenas e grandes :)
Imagens google: Shirley Temple